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Notícias / Inovação

A fábrica do futuro chegou

E veio para ficar

Redação - 15/09/2017 - 10:28:28

Crédito: Banco de Imagens

A evolução da manufatura, bem como seu impacto em nossa economia e na vida cotidiana de nossos cidadãos, é uma conquista constante que precisa ser comemorada. Desde a Revolução Industrial até a era da linha de montagem e, agora, com a ascensão das atuais tecnologias digitais e impressão 3D, a indústria manufatureira sempre foi uma incubadora da engenhosidade.

Empresas de todo o mundo estão batalhando para incorporar capacidades digitais a suas operações. Na indústria, estamos principalmente preocupados com como maximizar a produtividade numa época em que o hardware está se fundindo ao software. Percebemos quatro grandes impulsionadores de produtividade que estão mudando nosso jeito de desenhar, manufaturar e usar nossos produtos.

1. Manufatura enxuta

É a tentativa de estender os princípios de redução de desperdício a todos os aspectos do processo industrial e buscar melhorias contínuas. Este foi um pilar central do Sistema Toyota de Produção, cujo objetivo era maximizar o engajamento dos empregados e o valor do cliente.

2. Manufatura avançada

As técnicas incluem o uso de ferramentas de corte guiadas a laser, robótica, cobots, tecnologia de exoesqueleto e automação. Algumas dessas tecnologias já são banais em aplicações para o consumidor final. Embora o laser seja usado em tudo, de shows de luzes a depilação, só agora é que está cumprindo seu potencial na manufatura industrial, reduzindo custos e criando um ambiente de trabalho mais ergonômico.

3. Manufatura aditiva

Também conhecidas como impressão 3D, as tecnologias aditivas oferecem um grau de precisão e eficiência jamais visto, e criam peças que eram impossíveis de produzir. Esses avanços irão gerar o retorno das contratações em território nacional.

4. Maturidade digital

A integração entre hardware e software está mudando a forma com que os produtos são concebidos, produzidos e instalados – o que a indústria chama de Quarta Revolução Industrial. Agora, podemos embutir sensores em nossas máquinas, usar software para coletar dados e usar os resultados e a analítica para, ao final do processo, gerar uma produtividade maior. Na GE, chamamos isso de digital thread, pois tecemos capacidades digitais horizontalmente em nossas unidades de produção e verticalmente ao longo de nossa cadeia de suprimento, tudo isso habilitado pela Predix, a plataforma industrial baseada na nuvem.

Esses pilares de manufatura não são teóricos. Na unidade da GE Aviation em Auburn, no estado norte-americano do Alabama, há 30 impressoras 3D produzindo injetores de combustível para motores a jato – a primeira peça impressa em 3D já aprovada pela FAA (agência reguladora da aviação dos Estados Unidos) a compor um jato comercial. Na unidade da GE Transportation em Grove City, Pensilvânia, registramos uma redução de 10% a 20% nas paralisações não planejadas. E em Florença, na Itália, a instalação de sensores nas máquinas identificou os momentos ideais para fazer manutenção com o mínimo de interrupção na produção e até mesmo acrescentou uma linha de produção inteira sem adicionar um novo turno.

Essa visão é o que chamamos de fábrica brilhante, e estamos colocando-a na prática em nossas fábricas ao redor do mundo. Um seleto grupo de fábricas já está equipado com capacidades digitais e tecnologias de manufatura aditiva e avançada, colhendo ganhos de produtividade como resultado.

A manufatura atual é um grande salto em relação à indústria de 50 ou até dez anos atrás. E isso tem consequências para a economia e os trabalhadores, com efeitos em cascata que correm o mundo. As indústrias de manufatura avançada respondem por 24 milhões de empregos – 13% de todos os empregos só nos Estados Unidos –, e cada um desses empregos dá suporte a outros 3,5 empregos de ponta a ponta da cadeia de suprimento. Esses impactos ficam ainda mais significativos se considerarmos que vivemos uma época de protecionismo no mundo inteiro, e que companhias como a GE – que antes recorriam fortemente a estratégias de globalização – agora são forçadas a se tornarem rapidamente localizadas a fim de manter um crescimento sustentável.

Continuará havendo vagas de empregos na indústria, mas suas atribuições serão diferentes. Em um ecossistema altamente interconectado, é fundamental para a indústria unir forças com governos e instituições acadêmicas locais para construir seu banco de trabalhadores com as competências de que precisam para ser competitivos e trabalhar nas fábricas de amanhã.

Este é só o começo da jornada. Enquanto indústria, precisamos fazer mais. Vemos um futuro em que as fábricas são equipadas com tecnologias valiosas em toda a cadeia de suprimento, manejadas por trabalhadores altamente qualificados e bem pagos, que são a espinha dorsal da economia.

Artigo de Philippe Cochet, vice-presidente sênior e diretor executivo de Produtividade da GE

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