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Notícias / Inovação

Entenda quatro tendências que estão transformando o setor de energia

Saiba como a indústria do Canadá está se preparando para novos tempos

Redação - 29/11/2017 - 02:21:38

Crédito: Banco de Imagens

O ritmo das mudanças no setor de energia canadense tem sido tão grande nos últimos anos, que especialistas não o veem mais como uma indústria no sentido tradicional. Hoje, a ênfase é no Ecossistema Energético, no qual tecnologias, fontes de energia e indústrias se desenvolvem cada vez mais interconectadas. O resultado? Energia confiável ao menor custo possível.

Com a ajuda de Scott Peever, gerente de vendas da GE Distributed Power no Canadá, organizamos uma lista das quatro principais tendências que já estão tendo um impacto no Ecossistema Energético.

 

Geração Distribuída

 

A geração distribuída não é nova: a primeira solução combinada de calor e eletricidade (cogeração) data de 1882. Mas a tendência de produzir energia perto de onde ela é consumida tem ganhado um grande impulso ultimamente. Peever afirma que há três motivos principais para os clientes agora quererem ser participantes ativos na rede elétrica:

Os custos da eletricidade no Canadá estão subindo. Em Ontário, os preços aumentaram 71% entre 2008 e 2016, enquanto a média dos aumentos em outras províncias canadenses foi de 34%. “Em muitos lugares, as companhias elétricas estão cobrando cada vez mais, e isso faz com que produzir sua própria energia seja mais atrativo para as empresas. Em Ontário, empresas que produzem energia in loco com motores a gás Jenbacher ou Waukesha, da GE, muitas vezes obtêm uma economia de mais da metade de sua conta de eletricidade.”

Avanços tecnológicos estão tornando mais fácil produzir energia exatamente onde ela é necessária. Muitos componentes de energia renovável estão ficando mais baratos, como a energia solar e o armazenamento de energia. Conforme os preços caem, é viável que as empresas produzam energia em suas próprias instalações.

Isso aumenta a resiliência. A rede caiu? Se você estiver produzindo energia elétrica localmente, talvez isso não seja um problema. “Após um desastre, os únicos locais que ficam funcionando são os que têm energia local”, afirma Peever.

 

Descarbonização

 
 

No Canadá, o estímulo à redução ou até eliminação das emissões na geração de energia tem dois fatores dos quais não se pode escapar: regulações governamentais que definam um preço para a poluição e demanda crescente por parte dos clientes.

O governo canadense anunciou planos para garantir que todas as províncias cobrem um preço pelo carbono a partir de 2018. “Todo mundo está buscando maneiras de ajudar o meio ambiente e ainda manter a competitividade”, diz Peever. Como equilibrar as duas coisas? Desenvolvendo energias renováveis, como a eólica e a solar, eliminando o carvão ou usando o gás natural com mais eficiência por meio da cogeração.

Líderes do mercado também estão respaldando a transição para um sistema energético de baixo carbono, com empresas como a Royal Dutch Shell e a GE esforçando-se para acelerar o aperfeiçoamento das tecnologias de eficiência energética e redução de emissões. E, com o custo da energia renovável em queda contínua, as alternativas à energia tradicional que reduzem as emissões de carbono estão ficando cada vez mais competitivas. A Energy Transitions Comission (Comissão de Transições de Energia), um grupo de líderes do mercado, representantes de instituições internacionais e organizações ambientais, calcula que, dentro de 20 anos, muitos países poderão obter toda a eletricidade que consomem a partir de fontes renováveis.

 

A Era do Gás

 
 

O gás natural tem muito a seu favor. Para começar, produz menos emissões que os outros combustíveis fósseis. E há gás natural mais do que o suficiente: o Canadá é o quinto maior produtor de gás natural do mundo. O gás natural é perfeitamente compatível com o Ecossistema Energético, pois pode oferecer uma capacidade “de apoio” conforme mais renováveis entrarem na rede e o carvão for gradualmente eliminado, o que deve acontecer no Canadá até 2030. Na verdade, Ontário já atingiu essa meta em 2014, concluindo o desligamento de todas as suas usinas elétricas a carvão após um processo de dez anos. Lembra a época da fumaça? Ontário tinha 53 em 2005, e apenas uma nos três últimos anos.

O gás natural é muito mais limpo que o carvão, produzindo 50% menos emissões, e está ajudando as províncias na transição para alternativas de baixo carbono. Por exemplo, Alberta pode cumprir sua meta de eliminar a termoeletricidade a carvão até dez anos antes do prazo ao converter suas usinas elétricas para o gás natural.

O gás natural cobre as fontes de energia intermitentes produzindo eletricidade quando necessário. Como fonte energética sob demanda, o gás natural pode ser colocado na rede rapidamente; as mais novas usinas elétricas de ciclo combinado a gás natural podem começar a funcionar em menos 30 minutos e elevar a produção de energia em 100 megawatts por minuto. Como parte do mix energético renovável, o gás natural tem um papel crucial na realização de um futuro de baixo carbono.

O gás natural também vem de fontes renováveis, como aterros sanitários, coleta municipal de lixo orgânico, esterco bovino, usinas de tratamento de esgoto e resíduos florestais. A província de Ontário está investindo 100 milhões de dólares em gás natural renovável, e há vários lugares no Canadá onde o motor “onívoro” Jenbacher, da GE, fornece energia térmica e elétrica a partir de gás natural renovável. Por exemplo, a nova usina Biomont, em Montreal, usa um Jenbacher que consome gás de aterros, gera eletricidade para a Hydro Quebec e produz energia térmica para a sede do Cirque du Soleil.

 

Digitalização

            

 

O fio que liga todo o Ecossistema Energético é a tecnologia digital. Ao usarem os mais recentes softwares, analítica de dados e máquinas conectadas, as empresas estão ganhando o poder de cortar custos, aumentar a eficiência, reduzir as emissões e melhorar os resultados comerciais. O Canadá também lidera nisso. “Todos os nossos motores estão instalados com a capacidade de enviar informações para uma ferramenta da Predix na nuvem, de forma que, se houver um problema, podemos ver o que está acontecendo e solucioná-lo”, conta Peever. Os clientes agora conseguem inspecionar cada um de seus ativos com um smartphone.

As companhias agora são capazes de aplicar essas soluções com a ajuda de modelos baseados na física chamados de Digital Twins, que são cópias dos ativos reais. Um Digital Twin específico é criado para cada ativo e, então, todos esses Digital Twins podem ser combinados de ponta a ponta na rede de ativos, fazendo com que as companhias otimizem suas máquinas, seus processos e suas capacidades comerciais.

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