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Notícias / Inovação

O tempo de inventar as tecnologias que moverão nosso futuro é agora

Até 2050, haverá quase 10 bilhões de pessoas na Terra, um terço a mais do que hoje

Redação

Crédito: Banco de Imagens  /  Fonte: GE Reports

O tanto que apoiarmos a inovação energética hoje determinará o mundo que nossos filhos e netos herdarão em 2050. Leva 30 anos ou mais para comercializar e implementar novas tecnologias de energia em larga escala e com sucesso, de forma que os investimentos que escolhermos fazer nos próximos cinco anos — ou, na verdade, os que não fizermos — determinarão o destino delas.

O ano 2050 parece ser muito distante, não é? Mas, tratando-se do mundo que nossos filhos e netos herdarão, 2050 é hoje: está logo ali.

Em 2050, eu terei 70 e tantos anos e minha filha e meu filho terão 30 e poucos, entrando no auge de suas vidas. E, com um pouco de sorte, eles também serão abençoados com filhos, meus netos. Muita gente que está lendo este texto provavelmente diz algo parecido sobre seus próprios filhos e netos nessa mesma perspectiva de tempo.

Até 2050, haverá quase 10 bilhões de pessoas na Terra, um terço a mais do que hoje, com praticamente todo esse crescimento populacional previsto para ocorrer nas nações atualmente menos ricas do mundo. E as cerca de 9 bilhões de pessoas vivendo nesses países em 2050 estarão ávidas para consumir mais energia, demandando quase o dobro do consumo de energia por pessoa a fim de atingir um bom padrão de vida, segundo algumas estimativas.

Ao mesmo tempo, os melhores cientistas do mundo determinaram que, simultaneamente, devemos reduzir nossas emissões de gases do efeito estufa em 80% ou mais até 2050, em comparação com os níveis atuais, a fim de evitarmos os impactos mais devastadores da mudança climática.

Enfrentamos uma difícil escolha, podendo vislumbrar um entre dois futuros para essas 10 bilhões de pessoas:

- Um mundo com um clima perigoso, poluição sufocante e conflitos geopolíticos disseminados

OU

- Um mundo mais rico, saudável e seguro, movido por energias limpas

O acesso à energia — barata, amplamente disponível e limpa — é o que provavelmente dará o rumo, para um lado ou para o outro.

Precisamos de uma Revolução de Inovação Energética -agora

Aperfeiçoar as atuais tecnologias de energia limpa e dar escala a elas pode ser meio caminho andado rumo ao futuro que todos queremos. Tecnologias como a energia eólica, a energia solar, o LED, as baterias de veículos elétricos e muitas outras já se tornam rapidamente competitivas com as formas tradicionais de energia em termos de custo.

Mas só essas tecnologias não serão suficientes: ficou claro agora que, para dar acesso universal a energia em todo o mundo e, ao mesmo tempo, cumprir as exigências de redução de emissões, precisamos desencadear uma Revolução de Inovação Energética agora — e nos próximos anos — a fim de desenvolver as novas e transformadoras tecnologias de energia que serão necessárias para preencher a lacuna entre o 2050 a que estamos rumando e o 2050 que queremos para nossos filhos e netos.

Mais uma vez: 2050 parece longe, distante — até mesmo para mim. Mas, fazendo uma conta rápida, mesmo tudo correndo bem, leva cerca de dez anos para comercializar com sucesso uma nova tecnologia transformadora, e pelos menos mais 20 anos para que ela seja implementada em uma escala global significativa. Então, na melhor das hipóteses, as novas tecnologias de energia que começarmos a comercializar hoje levarão 30 anos ou mais para ter o impacto de que precisaremos em 2050.

Ou seja: entre hoje e 2020, precisamos lançar mais empreendimentos tecnológicos em energia nova e transformadora do que nunca.

Procura-se: um novo ecossistema global de inovação em energia

Entretanto, investimentos bem-sucedidos na comercialização e implementação dessas novas tecnologias energéticas são comprovadamente difíceis. Tão difíceis, de fato, que está ficando claro que é mais fácil investidores iniciais ganharem dinheiro ou fracassarem rápido, sem gastar muito, se investirem em campos de inovação mais tradicionais — como TI e software, que atualmente têm reduzido muito o investimento inicial em startups de inovação em energia.

Então, o que precisamos fazer?

Por um lado, precisamos apostar mais na ponta inicial do investimento em inovação energética, aumentando significativamente — ou pelo menos mantendo — o financiamento governamental em pesquisa básica em energia. É aí que as tecnologias transformadoras nascem. Isso claramente pode ser obtido se a União Europeia e os 22 países que assinaram o compromisso “Missão Inovação” em novembro de 2015 cumprirem fielmente sua promessa de duplicar, coletivamente, sua P&D em energia para US$ 30 bilhões por ano até 2021.

Talvez ainda mais urgentemente, nos próximos cinco anos os principais inovadores e instituições e as pessoas mais influentes do mundo precisam se unir para aumentar drasticamente o apoio financeiro a uma nova e inédita geração de empreendimentos tecnológicos inovadores em energia — para comercializar as ideias de energia mais promissoras que estão sendo criadas nos laboratórios ao redor do mundo atualmente, transformando-as em tecnologias reais que possam ser implementadas em escala global.

Felizmente, alguns líderes globais já começaram a se voluntariar e a agir ousadamente.

Por exemplo, em outubro último, o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) lançou uma grande iniciativa de inovação pioneira — chamada “The Engine” — que oferecerá mais de US$ 150 milhões para investimentos iniciais em novas companhias inovadoras que desenvolvam tecnologias revolucionárias em energia e outras áreas globalmente importantes.

A General Electric, por meio da expansão de sua muito bem-sucedida Iniciativa Ecomagination, está apostando alto também, comprometendo-se com US$ 10 bilhões de investimentos adicionais na pesquisa e desenvolvimento em energia entre 2016 e 2020 — além dos US$ 17 bilhões já investidos em P&D em energia desde a criação da Ecomagination, em 2005.

Em dezembro, Bill Gates e outras 20 pessoas bem-sucedidas lançaram o Breakthrough Energy Ventures, um novo fundo de investimento de US$ 1 bilhão que se dedicará a apoiar empresas de tecnologias transformadoras na área de energia que são consideradas arriscadas demais para os investidores tradicionais.

Juntos, grupos como esses e outros estão liderando a mudança rumo a um ano de 2050 para nossos filhos e netos do que qual todos possamos nos orgulhar.

Porém, mesmo essas organizações e pessoas altamente influentes não conseguem fazer isso sozinhas. O sucesso exigirá dezenas e centenas vezes mais para irmos em frente, com compromissos fortes e ações orquestradas que deem início à Revolução da Inovação Energética de que precisamos nos próximos cinco anos.

Simplesmente não temos mais tempo a perder. O amanhã é hoje. Chegar tarde demais é um risco real.

*Por David Danielson, diretor administrativo do Breakthrough Energy Ventures e membro do conselho da GE Ecomagination. Para ler a história original (em inglês), clique aqui.

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