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Notícias / Inovação

Verba à inovação vai para bolsa de estudo no Brasil

Países que são referências na área investem em áreas que desenvolvem pesquisa

Redação - 16/02/2016 - 14:33:47

Crédito: Banco de Imagens  /  Fonte: Advillage/Cidade Biz

Nos últimos anos, a verba reservada para inovação cresceu significativamente no Brasil. Passou de R$ 4 bilhões, em 2000, para R$ 25,8 bilhões em 2013. Por opção do governo federal, a maior fatia de recursos públicos à inovação para bolsas de estudo, segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria com base em dados do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Em 2013, 72,5% da dotação orçamentária brasileira para pesquisa e desenvolvimento (P&D) foram destinados ao avanço de conhecimento. Na Coreia do Sul, essa fatia é de 24,4%. Já nos Estados Unidos, apenas de 15,4%. Nessas duas últimas nações, referências em inovação, a maior parte do dinheiro público é alocada em áreas que envolvem pesquisa aplicada, projetos industriais e de alto impacto e valor agregado como, por exemplo, defesa, setor espacial e saúde.

O total da verba pública brasileira para P&D em 2013, de R$ 25,8 bilhões, representava 1,38% do total do orçamento executado pela União. Ao descontar tudo o que foi investido em bolsas de estudo e pós-graduação, aos projetos de inovação sobrou 0,57% do total do orçamento.

Apesar de a maior parte dos recursos de inovação ir para avanço do conhecimento, a CNI diz que chamam atenção os critérios de avaliação dos cursos de engenharia utilizados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) no triênio 2010-2012. Ali, destacam-se os pesos mais altos para publicações, quantidade e qualidade de teses. Por outro lado, ao avaliar os cursos, o que menos conta é a aplicação dessas teses, desenvolvimento de produtos e impacto tecnológico.

No Brasil, o investimento público em P&D ainda tem pouco reflexo no investimento empresarial. No Japão, por exemplo, enquanto 19% dos investimentos são públicos, 81% são privados; na China, essa relação é de 22% de público para 78% de privado; na Coreia são 23% públicos para 77% privados; na Alemanha, 31% dos investimentos são públicos para 69% privados. Do outro lado da gangorra, o pior exemplo é o da Argentina onde 79% dos gastos com inovação são públicos e 21% privados; na Rússia são 70% públicos e 30% privados e no Brasil a relação é de 59% de gastos públicos para 41% privados.

Para a confederação da indústria, dosar melhor essa distribuição é questão de estratégia, para que gasto público em inovação alavanque o gasto privado. “Estamos na contramão dos países que apostaram em inovação e hoje são referência nessa área, como Japão, China, Coeria, Alemanha e Estados Unidos. Lá, a alocação dos recursos públicos estimula o investimento das empresas”, aponta Rafael Lucchesi, diretor de educação e tecnologia da CNI.

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