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Notícias / Liderança

Mulheres no mercado de TI

Elas ainda são minoria, mas experiência é o escudo contra preconceito e assédio

Redação - 1/08/2018 - 16:45:05

Crédito: Banco de Imagens

Com os objetivos de fazer uma análise do perfil das profissionais em Tecnologia da Informação e Comunicação em Maringá-PR e de fomentar a discussão sobre a participação das mulheres na área de TIC, uma pesquisa foi conduzida para identificar a idade, o grau de formação, os cargos mais ocupados, a percepção de preconceito de gênero e assédio, e a percepção de competência das mulheres neste mercado.

A pesquisa foi respondida por analistas e professoras da Universidade Estadual de Maringá e por colaboradoras da DB1 Global Software. A universidade e a empresa foram escolhidas para a realização deste estudo inicial por se tratarem, respectivamente, da maior instituição de ensino superior e da maior empresa de TIC da cidade de Maringá. Um total de 33 mulheres respondeu ao questionário, sendo 13 profissionais da UEM (10 professoras e três analistas do NPD) e 20 da empresa.

O trabalho revelou traços interessantes das mulheres, além dos já conhecidos fatos de que o número de profissionais do gênero feminino no mercado de trabalho de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) é pequeno quando comparado ao número de profissionais do gênero masculino, mas que, no entanto, diversas mulheres tiveram e têm participação importante no desenvolvimento da área.

A maioria das profissionais, 81,8%, tem formação superior. Destas, 48,5% têm ensino superior, 27,3% têm doutorado e 6% mestrado. Considerando esta pesquisa, os números mostram que a participação feminina no mercado de TIC ainda é maior no mundo acadêmico que nas empresas.

Quanto ao número de colaboradores da DB1, dos 311 colaboradores da empresa, apenas 23% são mulheres, mas um longo caminho já foi percorrido: há sete anos, a DB1 tinha uma só mulher em cargo de liderança em meio a 20 líderes, representando apenas 5%. Em 2018, a representação feminina na empresa atingiu 25%, com 10 mulheres em cargos de liderança dentre 41 líderes.

A pesquisa abordou ainda temas que ajudaram a estabelecer uma relação dessas mulheres com o mercado, levando em consideração as idades. Há uma diferença na percepção de preconceito de gênero, de assédio e de competência quando se compara a faixa etária das entrevistadas. Mulheres mais velhas e com mais tempo de atuação relatam ter sofrido menos assédio e preconceito e são mais confiantes em sua capacidade.

"Aqui na DB1 acreditamos que competência não tem a ver com gênero ou idade e mais: um ajuda o outro em busca do resultado positivo, independentemente do sexo, especialidade ou posição e cargo na empresa. Diversidade sempre gera bons frutos", diz Natália Kawatoko, gerente da área de Gestão de Pessoas na DB1. "Precisamos trabalhar bastante o incentivo da presença feminina no mercado de TI, desde a formação e inclui-las cada vez mais para garantir que essa diversidade realmente ocorra", complementa.

Os resultados completos da pesquisa estão disponíveis no artigo de Martimiano et al. (2018). Martimiano, L. A. F., Lima, N. V., Feltrim, V. D., Roder, L. B.; Um estrato do perfil das profissionais de TIC na cidade de Maringá-PR. Anais do XXXVIII Congresso da Sociedade Brasileira de Computação (CSBC), 12º Women in Information Technology (WIT). Julho. Natal-RN. 2018.

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