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Notícias / Negócios

Quando inovar é seguir a tradição

Para se tornar multicanal e acompanhar a tendência do comércio social, Natura abrirá lojas físicas

Redação - 12/02/2016 - 08:06:02

Crédito: Banco de Imagens

Está em curso mudanças no varejo brasileiro que colocam em xeque toda a velha cartilha do mercado que regia as relações de consumo. Trata-se de uma transformação necessária, e sem volta, que acompanha um cliente acostumado a fazer suas compras em mais de um ponto de venda. Esse conceito multicanal exige adaptações do comércio aos novos hábitos e costumes. É o que indicam pesquisas e movimentos como o feito pela Natura, que decidiu abrir sua primeira linha de lojas físicas, fincando o pé no varejo tradicional.

Segundo a fabricante de cosméticos, as primeiras unidades da marca serão inauguradas em 2016 em grandes shoppings. Não faz muito tempo também, a Natura se lançou no comércio eletrônico, apesar de manter a venda por catálogo e sua fiel rede de colaboradoras. Isso acontece porque o brasileiro está se adaptando cada vez mais rápido às novas tecnologias e os riscos de não acompanhá-lo são grandes.

Se no passado o tempo necessário para assimilar e absorver o celular no uso cotidiano foi de 15 anos, 10 anos se passaram para se aprovar a internet e menos de 3 anos para as mídias sociais. A adoção de aplicativos é uma tendência que veio para ficar e comprar por esses canais é uma evolução natural para o varejo, desde que ele invista adequadamente nisso, avalia Pedro Guasti, diretor-geral da e-bit.

Estudo recente da Nielsen corrobora com a análise de Guasti e mostra que o consumidor brasileiro está cada vez mais multicanal: 97% dos entrevistados compram em mais de um canal, 55% em três canais diferentes e 16% em mais de quatro locais. O item, no entanto, que chama atenção é o que revela que 30% dos consumidores mudam de loja caso não achem o que procuram.

Apesar da explosão na quantidade de tendências, informações e novidades sobre o poder da internet e das redes sociais, a definição de programas e ações envolvendo marketing digital e redes sociais deve estar de acordo com objetivos estratégicos e levar em conta que todo cliente hoje é um comprador on-line, quer feche a aquisição do produto na web ou em uma loja física.

A compra, portanto, não é mais só o momento do desembolso, mas um ciclo, ou jornada, que envolve desde a coleta de informações até o fechamento do negócio. Com isso, o comércio eletrônico evoluiu do e-commerce para o “me commerce”, apoiado em dispositivos pessoais portáteis, e chega agora ao “we commerce”, o comércio social, dada a relevância das redes digitais na decisão de compra.

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