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Notícias / Opinião

Investindo em capital humano

Investir em capital humano ainda é a melhor forma para se tornar uma empresa inovadora

Redação - 19/07/2018 - 08:14:25

Crédito: Banco de Imagens

O mundo está cada vez mais dinâmico e os consumidores mais empoderados. Por isso, inovar é o caminho natural das empresas, que precisam estar em constante renovação. É necessário que compreendam que o cliente mudou e que, hoje em dia, também precisam ser desenvolvidos pensando na experiência do usuário final. Antes de codificar, é preciso ter e desenvolver uma estratégia.

No nosso imaginário, associamos a inovação, única e exclusivamente, ao desenvolvimento de novas tecnologias, e o foco de investimentos e ações acaba aplicado apenas para a produção massiva de novos produtos.

Segundo o Pintec (Pesquisa de Inovação do IBGE), do total de R$ 81,5 bilhões investidos pelas companhias nas atividades inovativas em 2014, 30,3% foram gastos internamente, em pesquisa e desenvolvimento. O mesmo levantamento mostra que na indústria a aquisição de máquinas e equipamentos foi considerada, por 73,8% das organizações inovadoras, a atividade mais relevante para viabilizar suas inovações.

Mas, será que apenas as máquinas trazem inovação, resultados satisfatórios e retenção de clientes? A ideia de inovar não deve ficar fadada apenas à invenção de novos produtos, serviços ou tecnologias, mas também ao valor ou conceito de determinada coisa, como o modo de organizar uma empresa, por exemplo. Há espaços para reinvenções na forma como capturamos valor, nos processos, na cadeia de fornecimento, na experiência do usuário, em um radar mais amplo da inovação.

As companhias de TI (tecnologia da informação) têm um grande poder em mãos. A tecnologia ajuda a atingir a massa, principalmente quando falamos de gigantes do setor. Mas o TI por si só não faz mágica. É preciso pensar em um planejamento focado no consumidor 3.0.

Pensando nesse novo consumidor, e na ideia de que a inovação é centrada em soluções para pessoas, os clientes acabam se tornando a principal fonte de informação para um fornecedor que tem que ter a sensibilidade de absorver a coleta de dados.

Uma pesquisa realizada pelo IBGE aponta a importância da conexão entre as pessoas, com as redes digitais representando uma das mais potentes ferramentas para trazer novas ideias aos empreendimentos, aliado ao capital humano de absorção dessas informações. No âmbito da indústria, a interação nas redes é, para 78,8% dos fornecedores o meio mais eficaz para inovar, e na área de serviços, 89,3% creditam o meio de comunicação como o melhor formato de interação com os clientes, e consequentemente, da coleta de informações para trazer inovações ao negócio.

Em uma sociedade de economia compartilhada, com startups desenvolvendo tecnologias revolucionárias, serviços menos burocráticos e um cuidado com atendimento próximo ao cliente, as empresas tradicionais precisam voltar, sim, suas atenções a essas nascentes, ao que estão trazendo de novo e o que tem brilhado o olho dos consumidores. É assim que vão conseguir oxigenar suas atuações junto ao mercado e seus clientes.

É muito importante que líderes de equipes busquem integrar o ecossistema de inovação de forma muito natural. Ter uma estratégia forte de intraempreendedorismo e investimento constante em inovação, auxilia as companhias a manterem-se atuais e competitivas em seus mercados de atuação. E para levar essa filosofia, tanto internamente, quanto para os clientes, identifique em cada indivíduo o seu potencial. Não acredito no exército de um homem só, e sim na contribuição de cada profissional nesse desenvolvimento. Por mais que tendemos a enxergar as tecnologias como a única forma de renovar, acredito que tudo é desenvolvido por pessoas e para pessoas.

O ato de inovar significa a necessidade de criar caminhos ou estratégias diferentes aos habituais meios para atingir determinado objetivo. Inovar é inventar, sejam ideias, processos, ferramentas ou serviços, sempre em busca de resultados significativos para a empresa.

Tendo isso em vista, é importante compreender um ponto: os talentos não estão dentro de apenas uma empresa. Eles estão espalhados pelo mundo. Se nos fecharmos aos colaboradores de suas respectivas companhias, é muito provável que o conhecimento fique limitado. É muito bom poder conhecer e incentivar novas ideias e participar ativamente do surgimento de novos negócios. O objetivo é estimular a criatividade, os sentidos, a ideia de experimentar o novo e o estímulo à inovação.

E para que tudo isso caminhe de forma satisfatória, é muito importante oportunizar a empresa, estar em contato com iniciativas inéditas, seja através de investimento ou mesmo por meio de outras competências de gestão da empresa.

Claro que anos de experiência e o que as empresas consideradas tradicionais fizeram até agora não precisam e nem podem ser jogados fora. É preciso ter um 'match' entre o tradicional e o novo. E é aí que entra a importância do cross industry, da troca de experiências de ideias, de expandir horizontes, o mindset de cada colaborador e, principalmente, dos gestores de cada empresa.

Geralmente, a busca pelo novo vem em momentos de crise. Atualmente, nosso país, a economia e o mercado de trabalho passam por uma fase de recessão, de instabilidade econômica. O que mais queremos ver é esse processo mudar. Se mergulharmos nos efeitos negativos, vamos afetar nosso desempenho e os números das empresas em que trabalhamos.

É em tempos como esse, por exemplo, e da busca por novas respostas e resultados, que é necessário mudar o mindset. Para enxergar na crise oportunidades e aproveitarmos esse momento para o desenvolvimento de competências que sejam essenciais para o avanço de nova ideias, produtividade e foco em resultados, acabamos por ter atitudes que incidam positivamente nos processos, gerando uma mudança de cenário.

A inovação desempenha um papel-chave não apenas nos processos e nas operações básicas de uma empresa, mas, principalmente, no modo de agir, de produzir e de gerar conhecimento. A inovação pode ser vista como uma melhoria, incremento ou uma disruptura para que as empresas possam obter resultados e continuar na "batalha" no mercado empresarial. A intensidade da aplicação dos pilares que baseiam o conceito de inovação, depende do tamanho e filosofia da empresa em questão. Para uma startups, e inovação está mais associada a disruptura no mercado, já as companhias tradicionais, inovar está, na maioria das vezes relacionada a melhorias de serviços e incremento de novas funções. As inovações são essenciais para que possam se moldar às mudanças que acontecem nas estruturas sociais e econômicas.

 

Por Caroline Capitani - VP de Business Innovation da ilegra.

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