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Notícias / Opinião

Times ou grupos?

Formar pessoas capazes de solucionar problemas, é premissa para sucesso da organização

Redação

Crédito: Banco de Imagens

Por Bruno Calderaro*

Times ou grupos? Quais as características fundamentais entre esses dois elementos muito comuns dentro de empresas.

Acompanho líderes no desenvolvimento de suas equipes e até gestores que desejam aperfeiçoar suas lideranças. E o que mais vejo dentro dos cenários que acompanho é que eles chamam de times, o que na verdade é um grupo de pessoas.

Vamos lá!

Antes de mais nada é preciso entender que equipes possuem objetivos em comum, ou seja, todos querem concluir um propósito, sem exceção, e dentro desse cenário, nada mais natural que o objetivo em comum seja definido pelo próprio time.

Não funciona chegar em um grupo de pessoas e dizer “vamos todos nos empenhar e nos dedicar para dobrar a venda, porque nós iremos ganhar mais comissão”. No menor sinal de problema, o empurra-empurra será geral, cada um querendo salvar sua comissão numa analogia clássica, é o famoso "salve-se quem puder" e que o capitão afunde com o navio.

Isso acontece simplesmente porque o objetivo não é do time, é de quem criou o objetivo. Logo, quem inventou essa história que resolva ela agora, este fator está nas entrelinhas, quer você saiba, quer você não saiba. O fato é que se você não tomar cuidado, ele vai ocorrer.

Definir o objetivo junto do seu time é o primeiro passo para construção de um time de alta performance.

Definir ganhos, estabelecer responsáveis e atribuições individuais, definir critérios para consenso e estratégia para resolução de conflitos são alguns passos a serem dados junto ao time, para que ele se desenvolva e torne-se um diferencial competitivo da organização.

Parece não valer a pena tanto esforço para uma única variável?

Ok, experimente então um efeito muito comum dentro das organizações hoje, que anualmente leva milhões para o ralo em perda de produtividade e retrabalhos, a famosa “inversão da pirâmide”, onde mais e mais líderes têm experimentado um cenário onde os funcionários delegam suas atividades para cima na pirâmide hierárquica, onde gerentes e responsáveis por setores e equipes são forçados a executar tarefas que já não se encontram em suas atribuições. Porém, por falta de desenvolvimento dos membros do time a saída para não perder o prazo é ele mesmo executar a tarefa.

Agora, se nesse momento, você considera que demissão e contratação é uma opção, sugiro considerar uma outra opção, pois além de extremamente custosa e demorada, invariavelmente se não houver o desenvolvimento adequado do novo contratado, ele voltará a apresentar baixa performance, e como resultado você terá o cenário inicial, onde as únicas coisas que de fato mudaram foram nomes diferentes e recursos a menos.

Com tanto em jogo, é quase suicídio “deixar que meu grupo de pessoas resolva”, já que é para isso que eles são pagos.

Evoluir um time no qual as pessoas se desenvolvem e são capazes de solucionar problemas e gerar resultados, é praticamente uma premissa para o sucesso da organização.

Afinal de contas, não é à toa que times de alta performance são apontados como um dos principais ativos de uma empresa.

E em um mercado acirrado como nosso, vantagens competitivas como essa, é o que diferencia prejuízos dos lucros.

* Bruno Calderaro é partner da Sociedade Brasileira de Coaching Taubaté 

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