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Unicórnios no Turismo: tecnologia é a chave para as empresas do setor

Falta de investimento estrangeiro e pequena margem de lucro dificultam processo

Redação - 5/10/2018 - 19:34:06

Crédito: Banco de Imagens
Prezar a experiência do cliente do começo ao fim, romper barreiras, ultrapassar a burocracia e investir em tecnologia. É esse o melhor caminho para que uma empresa consiga alcançar o patamar de unicórnio, ou seja, para que tenha o valor de mercado igual ou superior a US$ 1 bilhão. A conclusão faz parte de um debate que ocorreu na tarde da última sexta-feira, dia 28/09, durante a Abav Expo 2018. Até o momento, apenas três empresas brasileiras ostentam o título de unicórnio: 99, PagSeguro e Nubank.
 
“Existe uma oportunidade enorme no Brasil, mas o primeiro passo é entender o peso da tecnologia nesse contexto. O consumidor está cada vez mais conectado. O fato é que tanto no mercado off-line quanto on-line, a tecnologia será fundamental para a escalada da empresa, ela tem que ser utilizada para ajudar a experiência do consumidor”, avalia a General Manager do Voopter, Juliana Vital, responsável por apresentar um panorama sobre o tema durante o painel: "Os unicórnios chegarão ao turismo? O que temos de concreto?". 
 
De acordo com ela, ainda há muito espaço, principalmente no segmento do turismo, para inovar, desburocratizar e facilitar o acesso ao produto final que é viajar. “Empresas que possuem essa meta também têm que ter uma capacidade de mudança muito rápida para perceber as oportunidades e já se moldar a elas. É importante que elas tenham replicabilidade em outros mercados e que sejam um negócio disruptivo”, afirma a General Manager do maior metabuscador de viagens brasileiro.
 
Para a executiva, existe ainda um vale gigante em relação à experiência do cliente. “É preciso que ocorra um contato com esse cliente o tempo inteiro, o que chamamos de all in. O ideal é que a operação como um todo tenha fluidez”, sugere. A colocação foi reafirmada pela CMO da MaxMilhas, Tahiana D’Egmont. “Para as empresas do turismo, acredito que o próximo passo é conseguir conectar a experiência do consumidor de porta a porta, da origem ao destino. Temos que olhar a jornada como um todo”. A representante da MaxMilhas chamou a atenção para as dificuldades no setor do turismo, que envolvem, principalmente, pequenas margens de lucro e muitos custos.
 
O CEO da mobLee, André Rodrigues, alertou para outros entraves, incluindo menor investimento de capital estrangeiro nas empresas da América Latina em comparação com empresas dos Estados Unidos, por exemplo.

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