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Notícias / Tecnologia

GSMA: Mobile big data pode combater doenças infecciosas

E ainda ajudar a reduzir danos decorrentes de poluição e terremotos

Redação - 28/05/2018 - 11:59:18

Crédito: Banco de Imagens

Todos os anos, 15 milhões de pessoas morrem e milhões mais ficam gravemente doentes devido a doenças infecciosas. A poluição do ar emergiu como o quarto principal fator de risco para mortes em todo o mundo. Estima-se que 1,8 bilhão de pessoas foram afetadas por desastres na última década. De acordo com a GSMA, associação global que representa a indústria móvel, o Mobile Big Data - dados de rede agregados e anônimos - pode fornecer informações importantes para ajudar os governos e as agências de emergência a entender, prever, planejar e responder melhor a essas situações críticas.

As operadoras móveis conectam mais de 5 bilhões de assinantes exclusivos em todo o mundo. E o uso de telefones celulares produz dados sobre localização, volume e movimento da população. “Ao agregar e anonimizar os dados da rede móvel, os operadores podem fornecer informações exclusivas sobre o movimento e a localização da população, respeitando e protegendo a privacidade de um indivíduo”, explicou Jeanine Vos, diretora para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da GSMA, durante o Painel Telebrasil.

Segundo a executiva, exemplos relevantes de Mobile Big Data já foram vistos em todo o mundo, mas o uso da tecnologia ainda não foi dimensionado. Esses insights, gerados com base no uso de telefones móveis, produzem dados sobre localização, volume e movimento da população. No caso de um terremoto, por exemplo, o Mobile Big Data pode fornecer informações rapidamente sobre onde as pessoas estão, para onde estão se deslocando ou onde há pessoas isoladas sem ajuda. Essas informações podem ajudar nos esforços diretos de socorro.

“Agregado a outros conjuntos de dados e modelos analíticos, o Mobile Big Data pode ajudar a entender melhor o impacto dos movimentos populacionais na disseminação de doenças, nas ligações entre mobilidade e poluição do ar, ou no deslocamento da população após impactos climáticos severos como inundações ou secas”, concluiu a executiva.

No Brasil, Jeanine Vos citou como exemplo de uso do Mobile Big Data para o bem social, o trabalho que a Telefônica Brasil está desenvolvendo com a cidade de São Paulo para aproveitar os dados de rede móvel para combater o impacto negativo da poluição do ar na saúde da população. A Telefônica fornece dados
móveis anônimos, algoritmos e ferramentas que podem ser integrados pelos municípios de São Paulo em seus processos de gerenciamento de trânsito e contaminação do ar. A solução pode prever, com antecedência, níveis de poluição de 24 a 48 horas, possibilitando às autoridades locais em São Paulo a tomarem medidas preventivas, caso as emissões de dióxido de nitrogênio (NO2) comprometam a saúde humana.

A iniciativa Big Data for Social Good, da GSMA, reúne organizações públicas e privadas para acelerar a influência da indústria móvel em relação aos ODS da ONU. Doenças infecciosas, poluição, terremotos, enchentes e outros desastres estão entre os maiores desafios que o mundo enfrenta hoje em dia. De acordo com o Banco Mundial, a poluição do ar emergiu como o quarto principal fator de risco para mortes em todo o mundo.

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