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Notícias / Tecnologia

Já ouviu falar em cobots?

Conheça Baxter, Sawyer e Pepper

Redação - 9/08/2018 - 14:53:17

Crédito: Sawyer, da Rethink Robotics

O nome vem da junção entre as palavras “collaborative” e “robot”: “cobot”. Os robôs colaborativos são máquinas desenvolvidas para interagir com humanos, em ambientes de trabalho compartilhados. Para que a operação transcorra sem riscos, eles costumam contar com uma série de sensores que lhes permitem “perceber” o ambiente ao redor – se um cobot tocar em alguém sem querer, o movimento é interrompido antes que haja qualquer dano.

Eles foram criados em 1996, por J. Edward Colgate (sim, sabemos que você achou esse sobrenome curioso!) e Michael Peshkin, ambos pesquisadores na Northwestern University, nos EUA. Na época, não havia nenhum mecanismo que permitisse a interação entre humanos e robôs, pois “toda a ênfase estava na autonomia do robô – não na cooperação”, disse Peshkin, professor de engenharia mecânica, em uma entrevista que concedeu ao site da Northwestern quando a invenção completou 20 anos.

A ideia começou a ser concretizada numa fábrica da General Motors, na linha de montagem de uma picape. Os pesquisadores observaram que os funcionários ficavam cansados rapidamente e se queixavam de dores nas costas, pois precisavam encaixar peças em espaços pequenos e/ou num ângulo desfavorável. Havia robôs no local, mas estes eram mantidos à distância – as máquinas não podiam operar ao lado de humanos sem que isso envolvesse sérios riscos de acidente.

A meta de Colgate e Peshkin era desenvolver máquinas que pudessem trazer alívio físico para os funcionários. A invenção recebeu, inicialmente, o nome de “programmable constraint machine” – máquina de restrições programáveis, numa tradução literal. Cientes de que este não era um nome muito popular, os dois professores lançaram um concurso – cujo prêmio era de US$ 50 – para quem apresentasse um nome mais amigável. E o vencedor da disputa foi um aluno do pós-doutorado, que sugeriu “Cobot”.

A partir daí, outras empresas começaram a desenvolver seus próprios cobots, oferecendo versões que atendessem à demanda de outras fábricas e mesmo de outros setores econômicos, em empresas de pequeno, médio e grande porte.

Um dos inventores a apostar nessa área foi o australiano Rodney Brooks, fundador da iRobot, companhia responsável pela criação de Roomba – uma linha de robôs que circula pela casa limpando o chão. Em 2008, Brooks inaugurou mais uma companhia, a Rethink Robotics, que busca trazer mais eficiência e segurança para o ambiente industrial, transferindo para os cobots aquelas tarefas que são repetitivas, difíceis ou que demandam muita força física. Essa é uma questão particularmente relevante, segundo Brooks, em países onde o envelhecimento populacional é mais acentuado, como ocorre na Europa. A empresa atraiu investidores como Bezos Expeditions, Goldman Sachs e GE Ventures.

“Nossos robôs têm sensores em cada articulação”, disse Brooks à GE Reports. “Enquanto se movem, eles preveem quanta força devem sentir, e então, se eles atingirem algo, em um milissegundo ou dois, estarão cientes de que a força não é a prevista. Rapidamente, desligamos o movimento e acionamos o chamado “squish mode” [modo suave], em que uma pessoa pode simplesmente empurrar o braço [do cobot] e tirá-lo do caminho.”

Uma meta para o futuro, segundo Brooks, é dotar os cobots de informações e recursos que os capacitem a identificar riscos no ambiente e alertar os colegas humanos.

A indústria também tem testemunhado a chegada de outros “ajudantes”, capazes de poupar os funcionários de tarefas perigosas: são os drones. Trabalhos arriscados de vistoria e manutenção podem ser feitos com esses aparelhos, graças a soluções como a que foi desenvolvida entre a Avitas Systems (empresa de inspeção da GE) e a companhia NVIDIA. O uso de drones não apenas reduz os riscos como poupa tempo – afinal, antes era necessário desligar e resfriar tanques a vapor, torres em refinarias etc., para que uma pessoa conseguisse inspecionar as instalações com segurança. Com os drones, essa interrupção não é mais necessária. As máquinas também permitem a coleta de imagens e outros dados que, associados a ferramentas de inteligência artificial, possibilitam uma abordagem de manutenção e reparos muito mais estratégica.

Conheça, abaixo, três robôs que interagem com humanos no ambiente de trabalho.

Baxter

Pioneiro, esse modelo da Rethink Robotics conta com dois braços e um “rosto”, capaz de expressar surpresa, concentração, confusão etc. Além disso, pode ser acompanhado de acessórios, como uma pinça com sistema de sucção, com a qual é possível recolher objetos. No vídeo abaixo, veja como ele se sai dobrando uma camisa.

Sawyer

Desenvolvido para executar tarefas de alta performance que o setor de manufatura demanda, ao mesmo tempo em que oferece flexibilidade e segurança, Sawyer tem um braço com alcance de 126 centímetros e consegue operar em espaços que foram desenhados para humanos. Ele vem sendo utilizado em serviços de embalagem, testes e inspeção, fabricação de metal, entre outros.

Pepper

Lançada em 2016, pela SoftBank Robotics, Pepper foi o primeiro robô humanoide capaz de reconhecer as principais emoções humanas. Sua presença já realidade em escritórios do Reino Unido e em restaurantes e hospitais no Japão, como o Hamazushi, localizado em Tóquio.

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