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Notícias / Tecnologia

Mídias sociais reforçam visibilidade da marca e ajudam e-commerce

Empresas podem usar espaço para diversos fins, mas devem sempre analisar perfil do consumidor

Redação

Crédito: Banco de Imagens  /  Fonte: FecomercioSP

Os brasileiros são líderes quando o assunto é utilização de mídias sociais. Os usuários do País gastam cerca de 650 horas por mês nelas, média 60% maior do que o resto do mundo, aponta uma pesquisa de 2015 da consultoria comScore. 

De olho no tamanho desse público, as lojas do comércio eletrônico podem – e devem, segundo especialistas – aproveitar esse espaço para atrair (e manter) consumidores, uma vez que o objetivo das mídias sociais é disseminar conteúdo e abrir espaço para o usuário interagir. 

É com esse objetivo que a Vestígio, marca de roupas, possui perfis no Facebook e no Instagram. “Usamos as mídias sociais para tudo. Divulgar novos lançamentos, parceiros, feiras que estamos fazendo e o histórico de cada peça que criamos”, comenta o sócio-diretor da empresa, Leandro Sampaio. 

No Instagram, a estratégia adotada foi criar um perfil como se fosse um site, tendo uma página principal (@vestigio.me) e um perfil para cada camisa, com todas as informações necessárias e um link que direciona para a aquisição do produto no e-commerce. 

“O Brasil é um dos locais onde mais pessoas baixaram o Instagram nos últimos meses. Já são 29 milhões de usuários ativos por mês, o que consolida o País no posto de segundo maior mercado em todo o mundo. Vimos que esse canal era muito promissor para divulgação da nossa marca”, ressalta Sampaio. O perfil principal da empresa – que iniciou atividades há cinco meses – conta com mais de 3,4 mil seguidores. 

“As mídias sociais são importantes para as empresas porque têm a função de comunicar lançamentos e produtos, são um canal de comunicação direta com o cliente, inclusive para reclamações, e seu terceiro objetivo é gerar vendas”, frisa Pedro Guasti, presidente do Conselho de Comércio Eletrônico da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) e CEO da E-bit. 

Segundo Guasti, as mídias sociais podem ser usadas também para prospectar novos clientes, uma vez que conseguem alcançar usuários com perfis próximos aos dos seguidores, ou seja, com características e gostos similares aos de quem já é consumidor (público-alvo).

Onde e como marcar presença 
Mas nem sempre marcar presença em muitas mídias sociais é interessante para o negócio. Como cada rede tem um foco, é preciso ver qual (ou quais) se adequa melhor ao objetivo da marca e ao público que ela deseja alcançar. De acordo com o especialista em marketing digital, Edson Martins, o Instagram geralmente é mais indicado para marcas de varejo, moda e design, porque tem o forte apelo das imagens. Já no Facebook, segundo ele, o contato com o público final é mais direto e a informação flui de forma muito rápida. “Hoje em dia usamos mais o Facebook para divulgar cursos e promoções, porque são informações mais dinâmicas”, diz reforçando a necessidade de estar presente na rede que mais se adequa ao público-alvo. 

A marca ainda deve estar disposta a seguir a dinâmica e a interatividade que pode ter com aquela mídia social. “Cada uma tem um tipo de resposta do público. Não dá para definir um padrão único”, explica. Além disso, deve sempre publicar conteúdo relevante para o seu consumidor. De acordo com Martins, as páginas das empresas nas mídias sociais não podem apenas falar de vendas e dos próprios produtos. O ideal é gerar conteúdo relevante para quem segue a página e a marca, com dicas e informações que sejam válidas para a vida das pessoas. 

O que não fazer 
Além disso, as postagens devem ser feitas com certa frequência. Para Patrícia Andrade Ladeira, especializada em produção de conteúdo para web e novas mídias, a regularidade é a palavra-chave para manter-se sempre visível. 

A especialista destaca ainda que a empresa deve ter alguns cuidados ao, como não misturar o perfil pessoal com o da marca e manter sempre o tom profissional na interação com o cliente– mesmo quando acontece alguma reclamação. Nesses casos, nem sempre o consumidor tem razão, mas a empresa deve sempre tratá-lo com respeito. “Discutir com o cliente via mídia social é um tiro no pé”, ressalta. 

Além disso, vale sempre incluir na postagem o máximo de informações sobre o produto que está sendo exibido, como preço e formas de pagamento. “Responder ‘inbox’ (mensagem particular ao usuário) é ruim. Se uma loja já tiver o preço na vitrine, facilita para o consumidor. A mídia social veio para facilitar a vida”, explica Patrícia.

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