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Notícias / Tecnologia

Segurança dos dados: oportunidades e riscos

Para as indústrias na era do big data

Redação - 15/09/2017 - 10:27:10

Crédito: Banco de Imagens

Um estudo da Gartner prevê que até 2020 haverá mais de 20 bilhões de aparelhos conectados à internet. Hoje, já existem mais de 6 bilhões de dispositivos online. A GE, maior fornecedora de equipamentos digitais para indústrias no mundo, estima que vai processar 1 milhão de terabytes em dados por dia em 2020.

Tais níveis de dados armazenados e conectividade deverão ter uma influência significativa sobre a economia mundial e sobre as indústrias que mais empregam tecnologia digital em seus processos. “A ‘internet das coisas’ industrial vai ter um impacto na economia mundial de US$ 8,3 trilhões. Para o Brasil, a estimativa da McKinsey é que o impacto seja de 190 bilhões por ano. Isso pode ser o caminho para o crescimento que a nossa economia tanto almeja”, disse Loïc Hamon, líder digital e evangelista da GE Digital na América Latina.

O uso de big data no campo do marketing é uma realidade já consolidada. E, com os benefícios que a digitalização pode trazer, é inevitável que o big data chegue a todos os processos industriais.

Nos últimos anos, máquinas inteligentes e outras tecnologias que facilitam a análise de grandes quantidades de dados — o que chamamos de “Big Data”– aumentam consideravelmente o potencial preditivo das indústrias. Equipamentos interconectados estão otimizando processos e funcionando de forma cada vez mais autônoma, prevendo riscos e possibilidades de otimização por conta própria, a partir da análise cada vez mais minuciosa de dados coletados.

Diante da influência dos dados nas indústrias, proteger o big data será uma preocupação crescente das empresas. A segurança dos dados se tornará um assunto crucial.

Desafios para a segurança do big data

Há uma série de riscos relacionados à segurança do big data nas indústrias. A ameaça à privacidade dos dados é um dos aspectos que mais desperta preocupação. Com a crescente quantidade de informações coletadas, é natural que aumentem os riscos para a reputação e para a privacidade das empresas e de seus funcionários.

Também há uma especial preocupação com ataques que buscam alterar informações das bases de dados para afetar alguns processos das indústrias. Por exemplo, recentemente, uma pesquisa realizada pela consultoria e corretora de seguros Aon constatou que as ameaças à segurança digital do setor de aviação estão aumentando à medida que cresce a digitalização. O risco de ataques cibernéticos aumentou de 59% para 64% neste setor de 2015 para 2016. Segundo a mesma pesquisa, este tipo de ameaça é hoje a principal preocupação dos executivos de companhias de transporte aéreo de cargas e passageiros.

Outro dilema relacionado à segurança da informação nas empresas é o da propriedade dos dados. Muitas companhias não serão capazes de manter um ambiente de análise de big data dentro de seus próprios escritórios e deverão terceirizar estes serviços, sem deixar de serem responsáveis pelos dados que fornecem. Nesse sentido, o histórico, a confiabilidade e a responsabilidade ética das empresas que fornecem as soluções digitais serão de importância essencial no novo cenário.

O futuro da proteção do big data industrial

Se, por um lado, há um aumento dos riscos relacionados ao uso do big data, por outro, é crescente a oferta de soluções para evitar as ameaças digitais. As novas tecnologias digitais para indústrias possuem cada vez mais recursos para garantir a segurança dos dados armazenados e empregados. Além disso, os próprios mecanismos de análise de big data podem ser úteis na prevenção a ciberataques.

A GE já investiu US$ 1 bilhão nos últimos anos para desenvolver o Predix, uma plataforma que permite coletar dados de equipamentos para analisá-los e otimizar seu funcionamento. Uma das preocupações mais essenciais no desenvolvimento desta plataforma foi com a segurança dos dados. O Predix foi desenvolvido para que haja um alto padrão de segurança em todas as camadas de seu ecossistema — seja em infraestrutura, plataforma, software e comunicação. Antes de serem implementados nas cadeias de distribuição ou no processo de fabricação, os programas são avaliados cuidadosamente para garantir a segurança. Há ainda um contínuo monitoramento dos dados ao longo de todo seu ciclo de vida.

A GE também adquiriu a Wurldtech, empresa líder de segurança cibernética para a indústria, de forma a fortalecer ainda mais seu portfólio e a abrangência de proteção aos dados dos ativos industriais. “Para a indústria, não basta colocar os tradicionais firewalls. É preciso ir além e conhecer os protocolos industriais a fundo, a fim de detectar em tempo real possíveis ataques a controladores, softwares de monitoramento e quaisquer outros tipos de ativos ou sistemas”, afirma Christian Vieira, diretor de arquitetura da GE Digital. “Isso faz com que a solução cyberindustrial da GE seja ímpar”, finaliza.

Ao tentar garantir a segurança dos dados, a GE reafirma seu propósito de liderar a revolução digital nas indústrias. Em seu Relatório Anual de 2016, a empresa estabeleceu como um de seus focos a segurança dos dados digitais, destacando a preocupação com ameaças cada vez mais frequentes e sofisticadas a sistemas, redes, IPs, produtos, soluções e serviços. Preservar a privacidade, a disponibilidade e a integridade dos dados da GE e de seus clientes é uma missão da empresa neste novo contexto de digitalização das indústrias.

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